sexta-feira, 20 de outubro de 2017

D. Dulce de Aragão, a segunda rainha de Portugal

Dulce de Aragão ou de Barcelona, nasceu cerca de 1160 e faleceu em Coimbra  a 1 deSetembro de 1198. Foi a segunda rainha de Portugal, de 1185 até à sua morte, em 1198.

 A infanta Dulce era filha do conde Raimundo Berengário IV e da rainha Petronilha de Aragão. O seu casamento com o infante Sancho, que subiu ao trono em 1185, como Sancho I, filho do primeiro rei de Portugal, Afonso I, realizou-se  em 1174,  quando ela tinha 14 anos de idade, e o então infante D. Sancho,  vinte anos. Nada se sabe sobre o dote que trouxe ou das arras que lhe foram concedidas, e do seu séquito sabe-se que, entre outros, trouxe Martim de Aragão que aqui se estabeleceu e casou comD.Maria Reimondo ou Reimondes e uma aia, D. Toda Palazim, talvez filha de D. Palazim, cavaleiro aragonês e tenente de Saragoça, que a acompanhou toda a vida e que depois da morte da rainha ajudou a criar os filhos mais pequenos, sendo-lhe feita por D. Sancho I a doação do reguengo de Entre Ambos-os-Rios.
"Formosa e excellente senhora, tranquilla e modesta, condizente no carácter com o nome", segundo Luciano Cordeiro, a infanta Dulce foi usada como moeda de troca para selar uma aliança que serviu para fortalecer o novo reino de Portugal e constituía uma boa defesa contra a tendência expansiva do reino e Castela. A jovem Dulce cumpriu o papel esperado dela como esposa e mãe de uma vasta prole. Sancho I, no seu primeiro testamento feito em 1188, doou os rendimentos de Alenquer, terras do Vouga, de Santa Maria e do Porto, à sua esposa e ela ainda adquiriu outras propriedades no termo e sabe-se que foi, de facto, senhora de Alenquer.
Dulce não viveu muito tempo após o nascimento das suas últimas filhas, Branca e Berengária, que poderiam ser gémeas. Faleceu em 1198, provavelmente devido à peste e enfraquecida pelos partos sucessivos, tendo sido sepultada no Mosteiro de Santa Cruz, junto do marido.
D. Dulce teve onze filhos de D. Sancho I, com quem casou em 1174:
·         Beata Teresa de Portugal, (1175/76-1250), casou com o rei Afonso IX de Leão. Foi beatificada em 1705;
·         Beata Sancha de Portugal, (1180-1229), fundou o Mosteiro de Celas, nas proximidades de Coimbra, no qual viveu até à sua morte, e quem a levou para o Mosteiro de Lorvão, onde recebeu sepultura, foi sua irmã Teresa. Foi beatificada em 1705, no mesmo ano que sua irmã Teresa, pelo papa Clemente XI.
·         Constança de Portugal  (1182-antes de 1186).
·         Afonso II de Portugal (1186-1223), casou com Urraca de Castela, rainha de Portugal (1187 -1220).
·         Pedro (1187-1258), infante de Portugal e conde de Urgel pelo casamento com Aurembaix Armengol; foi também rei de Maiorca.
·         Fernando, infante de Portugal (1188 -1233), viveu no estrangeiro, casou com Joana da Flandres.
·         Henrique de Portugal, morreu em criança.
·         Raimundo de Portugal, morreu em criança.
·         Beata Mafalda de Portugal (1195/1196-1256), casada com o rei Henrique I de Castela.
·   Branca, (1196/98-1240), provavelmente a irmã gémea de Berengária, foi freira num convento em Guadalajara.
·         Berengária (1196/98-1221), casada com o rei Valdemar II da Dinamarca.
Fontes: https://www.infopedia.pt/
https://casaducaldebraganca.wordpress.com
wikipedia

D. Dulce de Barcelona, Rainha de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png


 
Claustro do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra onde foi sepultada a rainha Dulce de Aragão













20 de Outubro de 1854: Nasce o poeta francês Arthur Rimbaud, autor de "Temporada no Inferno" e "Iluminações"

Nascido no dia 20 de Outubro de 1854 em Charleville, comuna francesa, Jean-Nicolas Arthur Rimbaud  foi um poeta influente que escreveu praticamente todas as suas obras primas entre os 15 e os 18 anos. Segundo a opinião de críticos literários, o poeta francês é considerado precursor do surrealismo e também um pós-romântico.
Começou a revelar o seu talento para a poesia durante a adolescência e, devido ao seu temperamento rebelde, acabou por fugir de casa várias vezes durante a juventude. Ao completar 17 anos, muda-se para Paris com o apoio do poeta Paul Verlaine. Rimbaud tinha enviado a sua obra “Soneto de Vogais” para Verlaine, que, um ano depois, deixa a família e começa a viver junto de Rimbaud em Londres. A relação de amor e ódio entre os dois chega ao fim quando Rimbaud é ferido por Verlaine com uma bala no pulso.
Rimbaud, talvez, tenha sido um dos primeiros poetas a viver a sua própria poesia. Influenciou autores dageração perdida (Ernest Hemingway, F. Scott FitzgeraldEzra Pound, Sherwood Anderson) e os beatniks dos anos 50 (Jack Kerouac, Allen GinsbergWilliam Burroughs).
Um dos apreciadores da obra de Rimbaud foi Henry Miller, escritor americano subversivo dos anos 30 que também viveu em Paris. “Até que o velho mundo morra de vez, o indivíduo 'anormal' será cada vez mais a norma. O novo homem  encontrar-se-á quando a guerra cessar. Veremos então o novo tipo de homem na sua plenitude e esplendor", disse Miller sobre Rimbaud.
Entre as suas principais obras estão “Temporada no Inferno”, de 1873 e “Iluminações”, de 1886. As duas abrangem novidades estéticas na maneira de escrever literatura com uma linguagem mais libertária, sendo que as ideias, nas obras de Rimbaud, nasciam da sinergia entre o verbo e tudo que os sentidos interpretavam. Aos 20 anos de idade, Rimbaud abandona a literatura e retoma a vida sem rumo que levava quando adolescente.
Começa a trabalhar com o comércio de café na Etiópia, chega a fazer parte do Exército das colónias holandesas e faz tráfico de armas em Ogaden. Ainda visita o Chipre e Alexandria. A sua caminhada termina quando tem a perna amputada devido a um cancro no joelho. Após este episódio, morre no dia 10 de Novembro de 1891 em Marselha, após anos de agonia.
wikipedia (imagens)
Rimbaud aos 17 anos, retratado por Étienne Carjat, provavelmente em Dezembro de 1871
 Á volta da mesa, por Henri Fantin-Latour, 1872, Rimbaud é o segundo à esquerda, tendo ao seu lado direito Paul VerlaineSensação
 Pelas tardes azuis do Verão, irei pelas
sendas,

Guarnecidas pelo trigal,
pisando a erva miúda:

Sonhador, sentirei a
frescura em meus pés.

Deixarei o vento banhar
minha cabeça nua.



Não falarei mais, não
pensarei mais:

Mas um amor infinito me
invadirá a alma.

E irei longe, bem longe,
como um boémio,

Pela natureza, - feliz
como com uma mulher.
 

20 de Outubro de 1935: A Grande Marcha liderada por Mao Tsé-tung é concluída

Epopeia histórica de cerca de 10 mil quilómetros, empreendida pelo exército vermelho comunista chinês entre  Outubro de 1934  Outubro de 1935.
Desde 1927 que o Partido Comunista Chinês, em expansão e cada vez mais afastado do modelo soviético, havia entrado em conflito com o líder Guomindang (ou Kuomintang) Chiang Kai-shek. Desprovidos de um exército na verdadeira  acepção da palavra, os comunistas, acossados pelas tropas modernas e prestigiadas de Chiang Khai-shek, foram obrigados a entrar na clandestinidade e a procurar refúgio nas montanhas do Sul da China onde organizaram diversas células de intervenção local.

Em 1930, apesar das condições em que sobrevivia, o Partido proclamou, nestas montanhas, a 1.ª República Comunista Chinesa.  reacção do Kuomintang não se fez esperar; os comunistas foram cercados, encurralados e ameaçados de extermínio. É neste contexto que os seus líderes decidem abandonar este refúgio, onde se destacavam as bases da província de Jiangxi e juntar-se a um núcleo do Partido entretanto constituído no Norte da China, em Shensi (ou Shaanxi), próximo da fronteira com a União Soviética.
Em  Outubro de 1934 mais de 100 mil homens iniciam um enorme e penoso êxodo. Em  Janeiro, a marcha foi interrompida em Zunyi (Tsun-i) para a realização de uma conferência onde Mao Zedong (Mao Tsé-Tung) se confirmou como líder incontestado do Partido. A retirada prosseguiu depois, sempre sob condições dramáticas: desde logo, o terreno, extremamente difícil, e as más condições climatéricas complicavam o avanço; por outro lado, os ataques das forças de Chiang Kai-shek, agravados pela fome e pela doença que grassavam entre os comunistas, provocaram baixas consideráveis. Calcula-se que dos 100 mil que começaram a marcha, apenas cerca de 10 mil a terão concluído (de qualquer modo, os números avançados pelos estudiosos são muito variáveis, havendo quem aponte que a marcha começou com cerca de 140 mil homens, terminando apenas com cerca de 40 mil). Até chegarem a Shensi os homens da Longa Marcha contornaram a China pelo Tibete, Koukor e Kansu.
Aquilo que foi uma retirada forçada converteu-se numa verdadeira vitória moral, num feito tornado épico, um verdadeiro tónico na luta que conduziu o Partido Comunista ao poder.
Exactamente um ano depois do início da Longa Marcha, Mao Tsé-tung chega à província de Shensi, no noroeste da China, em 20 de Outubro de 1935, com cerca de dez mil sobreviventes e instala o quartel general do Partido Comunista. A épica luta contra as forças nacionalistas de Chiang Kai-shek durou 368 dias e cobriu 10 mil quilómetros.
 
À chegada a Shensi foi proclamada a 2.ª República Comunista da China; em 1949, Mao e os seus tenentes Lin Biao (Lin Piao), Zu De (Chu Teh), Zhou Enlai (Chou En-lai) e Deng Xiaoping (Teng Hsiao-p'ing) eram senhores de toda a China.
Grande Marcha. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagem)
Arquivo: Long-march.jpg
Um dirigente comunista chinês fala aos sobreviventes da Grande Marcha





quinta-feira, 19 de outubro de 2017

19 de Outubro de 1943: Morre a escultora francesa Camille Claudel, musa de Auguste Rodin

Camille Claudel, nome artístico de Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper, nasceu a 8 de Dezembro de 1864 na  cidade de Aisne  e cresceu na aldeia de Villeneuve-sur-Fère, em França. O seu pai, maravilhado com o talento precoce de Camille, proporcionava-lhe todos os meios de desenvolver as suas potencialidades. Já a mãe de Camille não via com bons olhos a vocação artística da filha.
A vida de Camille Claudel foi sempre alvo de especulações  e a razão de tal facto deve-se à sua relação amorosa com o seu professor, mentor intelectual e amante - o também  escultor Auguste Rodin. 
Dotada de enorme talento que pode ser claramente visto no seu trabalho, desde jovem, Camile demonstrava mestria na utilização do barro. Ela preferia a sensação de tocar o material à de desenhar. Quando a familia de Camille mudou de casa passou a morar no bairro "Nogent-sur-Seine"  e tornaram-se praticamente vizinhos de Alfred Boucher, importante escultor do século XIX. O pai de Camille levou os seus trabalhos para a apreciação de Boucher que, impressionado com o talento da jovem, levou esses mesmos trabalhos para a apreciação de outro famoso escultor Paul Dubois. Após a aprovação desses dois nomes destacados da escultura foi fácil para Camille entrar para a "Académie Colarossi" uma das raras academias abertas também para mulheres.
Em seguida, juntou-se a um grupo de três outras escultoras e começaram a ter aulas informais com Boucher. Quando em 1883 Boucher  se mudou para  Itália, Rodin assumiu a responsabilidade perante os estudantes de Boucher. O deslumbramento pelo enorme  talento da artista e os encontros sucessivos entre Rodin, 43 anos e Camille, 19 anos, levou-os a uma relação que durou quinze anos, relacionamento que influenciou toda a técnica utilizada por Camille nos seus trabalhos até então.
O período em que a  escultora esteve no estúdio de Rodin como sua assistente foi considerado o mais produtivo da vida do famoso escultor e para Camille, a pior fase para a sua afirmação como escultora, independente dele. 
Camille esculpiu o busto de Rodin  e fez transparecer um homem rude e forte. Rodin, modelava Camille raramente como uma vencedora (escultura A França). A obra mais famosa de Camille, A Valsa, marca o coroamento da relação de ambos e da sua realização como escultora. 
O romance com Rodin terminou em 1898. Camille resolve afastar-se dele, tanto pelo facto de Rodin ainda manter uma relação com outra mulher mas também  porque a escultora  queria continuar o seu trabalho sozinha. Longe dele começou a ter problemas financeiros e a demonstrar sinais de distúrbios mentais. Em 1906, ela destrói grande parte de seu próprio trabalho sendo internada num hospital para doentes mentais. 
A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon, onde  passou os últimos trinta anos de sua vida e lá morreu, no dia 19 de Outubro de 1943, sem nunca ter recebido a visita da sua mãe.
wikipedia (Imagens)
Ficheiro:Camille Claudel.jpg

Camille Claudel em 1884
Arquivo: Camille Claudel atelier.jpg
Camille Claudel no atelier de Rodin


 Arquivo: Rodin-cropped.png
Auguste Rodin 


19 de Outubro de 1882: Nasce o pintor italiano Umberto Boccioni, um dos representantes máximos do Futurismo

Pintor e escultor italiano nascido no dia 19 de outubro de 1882, em Reggio di Calabria, e falecido no dia 16 de agosto de 1916, em Sorte (Verona), em consequência de uma queda de cavalo durante manobras militares. Foi um dos representantes máximos do movimento futurista que defendia o progresso acidental, a máquina e o estilo de vida ruidoso e agitado da vida urbana. Em 1901 mudou-se para Roma para estudar acabando por fazer amizade com outros pintores pertencentes a este movimento. No início, mostrou-se interessado na pintura impressionista, principalmente na obra de Cézanne. Fez então algumas viagens a Paris, São Petersburgo e Milão. Regressando em 1910 entrou em contacto com Carrá, Russolo y Marinetti e um ano depois encontrava-se entre os autores do "Manifesto Futurista de Pintura", do qual foi um dos principais teóricos. Foi com a intenção de procurar as bases dessa nova estética que viajou para Paris, onde se encontrou com Picasso e Braque. Ao retornar, em 1912, publicou o "Manifesto Técnico da Pintura Futurista", no qual foram registados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado, desprezo pela representação naturalista, indiferença em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados à pintura. Nesse mesmo ano participou da primeira exposição futurista mas as suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo cubismo. Os retratos deformados pelas sobreposições de planos ainda não conseguiam expressar com clareza a sua conceção teórica. Um ano mais tarde, com sua obra Dinamismo de um Jogador de Futebol, Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados, como num pseudofotograma.
Em 1911 inicia a sua atividade como escultor com obras menos numerosas que as suas pinturas mas mais livres e atrevidas e onde sempre afloram elementos neoimpressionistas, assim como por outro lado consegue um intercâmbio surpreendente entre o côncavo e o convexo, superando as experiências cubistas. Nas suas obras escultóricas, que combinam madeira, ferro e cristal, Boccioni pretende ilustrar a interação que se estabelece entre um objeto em movimento e o espaço que o rodeia.
Apesar de tudo, permaneceu sempre muito ligado a uma conceção romântica e tradicional do movimento e do quadro como janela. Em 1915 participou como voluntário na Primeira Guerra Mundial, e é nesta altura que começa a distanciar-se do futurismo, isto é, da velocidade e do dinamismo, aproximando-se de uma análise das imagens plásticas, isto é, dos volumes arredondados e mais estáticos, influenciado por Cézanne.
Umberto Boccioni. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.


Arquivo: Umberto-Boccioni.jpg
Auto retrato - Umberto BoccioniArquivo: Boccioni Noise.jpg
 
La Strada Entra nella Casa - Umberto Boccioni


19 de Outubro de 1889: Morre D. Luís I, "o Popular"

D. Luís I nasceu no Palácio das Necessidades, a 31 de Outubro de 1838, tendo recebido o nome de Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando, e morreu na Cidadela de Cascais, a 19 de Outubro de 1889, tendo sido sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora). Casou em Lisboa a 6 de Outubro de 1862 com a princesa Maria Pia de Sabóia (n. em Turim, a 16 de Outubro de 1847; f. no Castelo de Stupinigi, no Piemonte, a 5 de Julho de 1911; sepultada na Basílica de Superga, na Itália), filha do rei Vítor Manuel II da Sardenha e de sua mulher a arquiduquesa Maria Adelaide. 
Filho segundo de D. Maria II (1819-1853) e de D. Fernando III (1816-1885). Assumiu o governo a 14 de Outubro de 1861 e foi aclamado rei a 22 de Dezembro desse mesmo ano. Era primorosamente educado, com temperamento de literato e artista. Embora tivesse dominado a paz no reinado, houve um levantamento de tropas, em 1862 e em finais de 1867 o movimento da Janeirinha e em 19 de Maio de 1870, o duque de Saldanha impôs a demissão do governo, e passou a assumir a presidência do novo ministério.

Em 1865-1866 a vida mental foi sacudida pela Questão Coimbrã e em 1871 surgiu a iniciativa das Conferências Democráticas do Casino. Realizam-se as viagens ao interior da África, o major Serpa Pinto de Benguela ao Bié, Zambeze e chegou às cataratas de Vitória. Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens exploraram o sertão de Benguela e atravessaram a África de Luanda a Tete.
A partir de 1876 o Partido Progressista aspira a articular o Estado segundo a teoria liberal, propondo a reforma da Carta, a descentralização administrativa, a fidedignidade e ampliação do sufrágio eleitoral, a reorganização do poder judicial e da contabilidade pública. Em 1877 demitiu-se o ministério regenerador de Fontes Pereira de Melo e voltou a ser reintegrado. Posteriormente os progressistas atacaram o rei, acusando-o de patrocinar os regeneradores (Emídio Navarro, no Progresso, Joaquim Martins de Carvalho, no Conimbricense). O ministério regenerador caiu, em 1879, e D. Luís chamou os progressistas a formar governo. O republicanismo evoluíra também e em 1878 toma lugar na Câmara o primeiro deputado republicano, Rodrigues de Freitas, eleito pelo Porto. Em 1880 o Partido Republicano era uma realidade e uma força.
O reinado de D. Luís assinalou-se materialmente pelo progresso, socialmente pela paz e pelos sentimentos de convivência e politicamente pelo respeito pelas liberdades públicas, intelectualmente por uma geração notável (Eça de Queiroz, Antero de Quental, etc.).
Fontes: www.arqnet.pt
Wikipedia(imagens)



Ficheiro:Dom luís I.jpg
D. Luís



D. Maria Pia e D. Luís I, 1862.
D. Luís e D. Maria Pia de Saboia

19 de Outubro de 1745: Morre o escritor irlandês Jonathan Swift, autor de " As Viagens de Gulliver".

Jonathan Swift nasceu em Dublin no dia 30 de Novembro de 1667 e faleceu na mesma cidade a 19 de Outubro de 1745. Foi um dos maiores escritores satíricos de língua inglesa e um poeta notável, cuja obra se distinguiu pelo vigor e espontaneidade, o que lhe valeu o reconhecimento da sociedade da época.
Entre os sete e os quinze anos frequentou a Grammar Scholl de Kilkenny em Dublin e em 1682 ingressou no Trinity College de Dublin, onde, apesar das constantes punições, se licenciou quatro anos mais tarde. Em 1692, e depois de se empregar como secretário de Sir William Temple, estadista e escritor de grande prestígio, obteve o doutoramento em Hart Hall, Oxford. Em 1694 foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e colocado na paróquia de Kilrrot, perto de Belfast, uma paróquia hostil à sua Igreja, o que o fez decidir a voltar ao serviço de William Temple até à morte deste em 1699. Desempregado, regressa então à Irlanda como capelão de Lorde Berkeley. Em 1702 obteve o doutoramento em Teologia em Dublin e cinco anos depois voltou a Londres designado pelo clero inglês embaixador perante o governo. Devido a questões políticas, a sua gestão foi pouco eficaz mas, em compensação, tornou-se nesta altura uma celebridade literária. Grande moralista, é possível que o seu génio literário nascesse da desesperada indignação que experimentava frente à habilidade do homem em "aplicar mal a sua razão para aumentar a corrupção". Depois da sua primeira obra impressa, Ode to the Athenian Society (1692), o seu estilo evolui de forma notável nas obras posteriores entre as quais há que mencionar as sátiras Tale on a Tub (1704) e Battle Between the Ancient and Modern Books (1704). Escreveu também Journal to Stella (1714), As Viagens de Gulliver (1706), sua grande obra prima e uma sátira cáustica não apenas da sociedade como também da mesquinhez do género humano, Cadenus and Vanessa (1726), Sobre a Poesia (1733), The Legion Club (1736), Verses on the Death oh Doctor Swift (1739) e Directions to Servants(1745). No fim dos anos de 1730 começou a entra em declínio e, em 1742, recebeu o diagnóstico médico de "incapacidade mental e da memória", vindo a falecer três anos mais tarde.
wikipedia (imagens)

Retrato de Jonathan Swift por Charles Jervas 
As Viagens de Gulliver