quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

08 de Dezembro de 1922: Nasce o pintor Lucien Freud

Pintor alemão nascido a 8 de Dezembro de 1922, em Berlim. O seu pai, Ernst, era o filho mais novo de Sigmund Freud. No ambiente de uma família judaica não praticante, rodeado pelo conforto burguês, Freud viveu uma infância calma livre para dar azo à sua imaginação. Passou a viver em Inglaterra desde 1933, quando a família fugiu à ascensão nazi, e naturalizou-se inglês em 1939. De 1938 a 1943 frequentou a Central School of Art, o Goldsmith's College, Londres e a East Anglian School of Painting and Drawing, Dedham, dirigida por Cedric Morris.
Alistou-se na Marinha Mercante durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi ferido em 1942, dedicando-se a partir daí exclusivamente à pintura. Passou um ano a viajar pela França (Paris) e Grécia, mas a maior parte da sua vida e da sua carreira foi passada em Paddington, Londres, área cujas características sombrias se reflectem em algumas das suas obras que representam interiores e paisagens urbanas. Durante os anos quarenta o seu interesse principal foi o desenho, especialmente a face, usando, ocasionalmente, um estilo deformado reminiscente de George Grosz. 
Terminada a guerra e com os perturbantes anos da adolescência para trás, Freud iniciou uma busca pelo retrato ilusório retratando incessantemente a sua primeira mulher Kitty. Após o divórcio, continuou a mesma procura, pintando repetidamente a sua segunda mulher, Caroline, assim como vários amigos pintores. Os resultados eram sempre desconcertantes sugerindo a crise existencial que conduziu a obra de Freud durante este período. Exemplo disso é a obra intitulada Interior, Paddington (1951), que ganhou um prémio na Inglaterra. 
Em 1956, chegou à conclusão que os seus retratos solitários necessitavam ser livres, começando, então, a explorar as técnicas expressionistas do chiaroscuro que irá iluminar as suas figuras de novas perspectivas. No entanto, a sua procura da figura livre só será plenamente conseguida na altura em que Freud começou a explorar o retrato do nu feminino, em 1966. O nu feminino permanece a forma mais poderosa e subversiva do seu trabalho e na qual Freud exerceu toda a sua criatividade. Sendo o sujeito, amigo, amante, parente ou um dos seus três filhos, Freud parece celebrar o corpo nu como um todo, coberto de vida e luz apenas descoberto na honestidade da carne feminina.
Em 1977, Freud começou a dedicar-se ao nu masculino. Apesar das figuras vestidas ainda dominarem a maior parte do seu trabalho, Freud desenvolveu grande interesse pela forma masculina realista. A obra Man with Rat (1977) iniciou uma rigorosa investigação dos melhores meios de comunicar a realidade. Em vez de pintar o homem sem idade e congelado, Freud opta por representá-lo parado num dado momento, em quieto repouso. Esta captura do homem realista sugere uma necessidade para o observador de testemunhar a pessoa trabalhadora contemporânea, moderna, no seu próprio espaço, reclinado numa cama, ou num dos muitos sofás de Freud. O melhor amigo do homem, o cão, também aparece muitas vezes representado na mesma posição, acompanhando o sujeito. Não se pode falar sobre a pintura de Freud do nu masculino sem mencionar um dos seus sujeitos preferidos, o artista de performance Leigh Bowery. Os dois conheceram-se numa galeria londrina em 1990 e pouco tempo depois começou a pintá-lo. Bowery posou para Freud dezenas de vezes durante quase quatro anos, altura em que este morreu.
Lucian Freud realizou inúmeras exposições retrospetivas da sua obra em todo o Mundo. Assim como o seu patronímico é citado em quase todos os ensaios sobre crítica cultural. 
Lucien Freud faleceu no dia 20 de Julho de 2011.


Lucian Freud. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.


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08 de Dezembro de 1980: John Lennon, 40 anos, é assassinado à porta da sua casa, em Nova Iorque

Cantor e compositor inglês nascido a 9 de outubro de 1940, em Liverpool. 

A sua carreira a solo começou um ano antes da dissolução do grupo, em 1968, com o álbum Unfinished Music No. 1 - Two Virgins, cuja capa mostra John Lennon e Yoko Ono nus. Seguiram-se-lhe Unfinished Music No. 2 - Life With The Lions (1969) e The Wedding Album (1969). Estes três álbuns apresentavam música de cariz experimental e vanguardista, pouco acessível ao consumidorpop.
Formou a Plastic Ono Band em 1969. Para além de Lennon e Ono, o grupo foi composto por Eric Clapton, guitarra, Klaus Voorman, teclas, e Alan White, bateria. Editaram três singles: "Give Peace A Chance" (1969), um hino à paz, "Cold Turkey" (1969), uma canção rock sobre o problemático afastamento das drogas, e "Instant Karma" (1970), um protesto político, que se tornou no seu maior sucesso até então. A sua carreira não pode estar dissociada das inúmeras ações a favor da paz mundial e dos sucessivos protestos contra a guerra que levou a cabo, quer através da música, quer em iniciativas públicas na televisão ou nas ruas.
Após a dissolução dos Beatles, em 1970, saiu John Lennon - Plastic Ono Band, o álbum que constituiu um corte com o passado quer pelas letras amargas, quer pela sonoridade mais agressiva. "Mother", "Working Class Hero" e "God" estão entre os temas mais conhecidos do álbum.
Depois da edição do single "Power To The People", ainda em 1971, surgiuImagine, com maior sucesso comercial que o seu antecessor. O tema-título ficou como o mais forte da sua carreira a solo, quer pela simplicidade melódica, quer pela intemporalidade da letra. Deste álbum fazem parte "How Do You Sleep", interpretado como um ataque a Paul McCartney, "Gimme Some Truth", uma crítica aos políticos, e "Jealous Guy", um clássico mais tarde recuperado por Bryan Ferry. Em dezembro saiu o single "Merry Christmas (War Is Over)".
Em 1972 saiu Sometime In New York City, um duplo álbum de intervenção política carregado de letras amargas e canções melódicas, como são exemplo "Luck Of The Irish" e "Woman Is The Nigger Of The World". Este álbum foi o resultado da aproximação de Lennon a radicais norte-americanos como Abbie Hoffman, Jerry Rubin e John Sinclair.
Seguiram-se Mind Games (1973), Walls And Bridges (1974), com o êxito "Whatever Gets You Through The Night" e Rock' n' Roll (1975), com uma versão de "Stand By Me" de Ben E. King.
Em 1980 foi lançado pela editora Geffen Records Double Fantasy, um álbumpop escrito, composto e cantado equilibradamente por Lennon e Ono. Dele fazem parte os temas "Just Like Starting Over" e "Woman".
A 8 de dezembro de 1980 foi assassinado à porta de sua casa em Nova Iorque, EUA, por Mark Chapman, um admirador, a quem assinara o autógrafo momentos antes.
Nos anos posteriores à sua morte foram lançados vários álbuns com material nunca antes editado, o primeiro dos quais foi Milk And Honey (1984). Outras edições: The John Lennon Collection (1982), John Lennon: Live In New York City(1986) e Imagine John Lennon: Music From The Original Motion Picture (1988), a banda sonora para um documentário sobre Lennon.
Em 1998 foi editado The John Lennon Anthology, um conjunto de quatro CDs contemplando toda a sua carreira, a solo e com a Plastic Ono Band.
Foi casado duas vezes. Do seu primeiro casamento (agosto de 1962), com Cynthia Powell, nasceu Julian Lennon. Do seu segundo casamento (março de 1969), com Yoko Ono, nasceu Sean Lennon.
Das edições mais recentes, destaque para o DVD Legend (2003), uma recolha de alguns momentos em palco de John Lennon (20 canções) e episódios particulares da sua vida com Yoko, a sua detenção por posse de marijuana, brincadeiras com o filho Sean. Este registo é um testemunho da personalidade conturbada e da vida atribulada de John Lennon, uma figura ímpar na músicapop, elevada ao altar da imortalidade pela mais cruel das formas: a morte.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)


Os Beatles em 1964




08 de Dezembro de 1930: Suicida-se a poetisa portuguesa Florbela Espanca, no dia em que completava 36 anos

Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894, sendo baptizada, com o nome de Flor Bela Lobo, a 20 de Junho do ano seguinte, como filha de Antónia da Conceição Lobo e de pai incógnito. É em Vila Viçosa que se desenrola a sua infância. Em Outubro de 1899, Florbela começa a frequentar o ensino pré-primário, passando a assinar Flor d'Alma da Conceição Espanca (algumas vezes, opta por Flor, e outras, por Bela). Em Novembro de 1903, aos sete anos de idade, Florbela escreve a sua primeira poesia de que há conhecimento, «A Vida e a Morte», mostrando uma admirável precocidade e anunciando, desde já, a opção por temas que, mais tarde, virá a abordar de forma mais complexa. Ainda no mesmo ano, Florbela começa a escrever uma poesia sem título, o seu primeiro soneto.
Conclui a instrução primária em Junho de 1906, entrando para o actual sexto ano de escolaridade em Outubro do mesmo ano. No ano seguinte, Florbela aponta os primeiros sinais da sua doença, a neurastenia; além disso, escreve o seu primeiro conto, «Mamã!». Em 1908, Antónia Lobo, a mãe de Florbela morre vítima de neurose, após o que a família se desloca para Évora, para Florbela prosseguir os seus estudos no Liceu André Gouveia, com o chamado Curso Geral do Liceu, cuja sexta classe (próxima do 10º ano actual) completa em 1912. Entretanto, em 1911, começa a namorar com Alberto Moutinho, mas acaba por se afastar deste, em virtude de uma nova paixão por José Marques, futuro director da Torre do Tombo. Após romper com este, no ano seguinte, Florbela reata o namoro com Alberto Moutinho e, a 8 de Dezembro, uma vez emancipada, casa com ele, pelo civil, aos 19 anos.
Em 1914, apesar de algumas dificuldades económicas, o casal muda-se para o Redondo, na Serra d'Ossa, onde abre um colégio e lecciona. Numa festa do colégio, Florbela recita, pela primeira vez, versos seus em público. É no ano seguinte que Florbela inicia o seu caderno «Trocando Olhares», que completa ao longo de cerca de um ano e meio. Em 1916, a revista «Modas e Bordados» publica o soneto «Crisântemos», cheio de alterações ao original, e Florbela torna-se amiga da directora e da sub-directora da revista, Júlia Alves, com quem, aliás, inicia correspondência. Alguns meses depois, torna-se colaboradora do jornal «Notícias de Évora», e desiste de um projecto intitulado «Alma de Portugal», um livro de acentuada carga patriótica, e que conteria as partes «Na Paz» e «Na Guerra».
Em 1917, após ter regressado a Évora, Florbela completa o actual 11º ano do Curso Complementar de Letras, com catorze valores; apesar de querer seguir essa área, acaba por se inscrever, em Outubro, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o que a obriga a mudar-se para Lisboa, onde começa a contactar com a vida boémia. Na sequência de um aborto involuntário, em 1919, Florbela tem de se mudar para Quelfes, perto de Olhão, onde apresenta os primeiros sintomas sérios de neurose. Pouco depois, o seu casamento desfaz-se e Florbela decide ir para Lisboa prosseguir o curso, separando-se do marido, e passando a conhecer a rejeição da sociedade. Em Junho de 1919, depois de alguma correspondência trocada com Raul Proença, sai a lume o «Livro de Mágoas»; posteriormente, completa o terceiro ano de Direito. No ano seguinte inicia «Claustro das Quimeras»; simultaneamente, passa a viver com António Guimarães, em Matosinhos, com quem se casa em 1921, após o primeiro divórcio.
De volta a Lisboa, em 1923, Florbela vê publicado o «Livro de Soror Saudade», mas tem de se mudar rapidamente para Gonça, perto de Guimarães, para se tratar de um novo aborto. Assim, Florbela separa-se do marido, que pede o divórcio, oficializado em 1924; isso leva a que a família de Florbela não lhe fale durante dois anos, o que a abala muito.
Em 1925, depois de se ter mudado para a casa de Mário Lage em Esmoriz, casa com ele, pelo civil e, depois, pela Igreja. Dois anos depois, enquanto Florbela traduz romances franceses para a Livraria Civilização no Porto (que publica oito trabalhos seus), e prepara «O Dominó Preto», o seu irmão falece, o que a torna uma mulher triste e desiludida e inspira «As Máscaras do Destino». Enquanto a relação com o marido se desgasta progressivamente, a neurose de Florbela agrava-se bastante; é neste período que, possivelmente, se apaixona pelo pianista Luís Maria Cabral, a quem dedica «Chopin» e «Tarde de Música»; talvez por isso, tenta suicidar-se. Em 1929, Florbela passa por Lisboa, onde lhe é recusada a participação no filme «Dança dos Paroxismos», de Jorge Brum do Canto, e segue para Évora, onde, em 1930, começa a escrever o seu «Diário do Último Ano». Passa, então a colaborar nas revistas «Portugal Feminino» e «Civilização», e trava conhecimento com Guido Battelli, que se oferece para publicar «Charneca em Flor». Já em Matosinhos, Florbela revê as provas do livro, depois da segunda tentativa de suicídio, em Outubro ou Novembro, período em que a neurose se torna insuportável e lhe é diagnosticado um edema pulmonar. A 8 de Dezembro, dia do nascimento e do primeiro casamento, Florbela suicida-se, cerca das duas horas, com dois frascos de Veronal.

wikipedia (Imagens)
revistacult.uol.com.br

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Florbela Espanca




08 de Dezembro de 1886: Nasce Diego Rivera, consagrado artista plástico mexicano

Diego Rivera foi um artista mexicano, criador de diversos murais espalhados por cidades do México e dos Estados Unidos.
Na verdade, o seu nome completo era Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Facilitando a vida de jornalistas e do público, decidiu adoptar apenas Diego Rivera.
Nascido em 8 de Dezembro de 1886 em Guanajuato,  começou a partir de 1896 a fazer aulas na Academia de São Carlos, desobedecendo aos desejos do seu pai que queria vê-lo na carreira militar. No começo do século, recebeu bolsas de estudo para viajar até Espanha e conhecer obras de Goya, El Greco, Brueghel e ingressar no ateliê de Eduardo Chicharro, um dos mais importantes retratistas espanhóis.
Ao contrário de outros grandes artistas gráficos como José Clemente Orozco, artista filiado no Exército Constitucionalista, e de David Alfaro Siqueiros, alto oficial, Diego Rivera não teve participação directa no conflito político e militar da Revolução Mexicana de 1910. Em 1916, depois de passar por diversos países da América do Sul, fixa-se em Paris, onde mantém contacto com artistas como Picasso, Ochoa e Inclán, aderindo então ao cubismo. Em 1917, influenciado por Paul Cezanne, aproxima-se do pós-impressionismo, conseguindo chamar a atenção pelas suas telas de cores vivas.
Em 1920 empreende uma viagem à Itália onde aprofunda o estudo da arte renascentista. Quando toma conhecimento de que José Vasconcelos fora designado ministro da Educação do México, regressa ao seu país e participa em iniciativas artísticas ao lado de Orozco, Siqueiros e Tamayo.
Em 1927, Rivera é convidado para as cerimónias dos 10 anos da Revolução Bolchevique em Moscovo. Casa-se com a pintora Frida Kahlo em 1929, ano em que é expulso do Partido Comunista. Em 1930 é convidado para a realização de diversas obras nos Estados Unidos, onde a sua temática comunista desataria contradições, críticas e atritos com proprietários, governo e imprensa locais.
Em 1933 ocorre um dos episódios mais controversos da sua vida. O magnata John Rockefeller contrata Rivera para pintar um mural na entrada do edifício RCA em Nova Iorque. Era o principal edifício do Rockefeller Center. Situado na 5ª Avenida era um marco emblemático do capitalismo.
Rivera desenhou então o mural sob o tema O Homem na Encruzilhada de Caminhos ou o Homem Controlador do Universo. Estando para completá-lo, resolveu incluir um retrato de Lenine. A reação da imprensa foi imediata e virulenta. Rockefeller considerou o retrato como insulto pessoal, mandou cobrir o mural e ordenou que fosse destruído. De volta ao México em 1934, pintou o mesmo mural no 3º andar do Palácio de Belas Artes.
Em 1936 solicita ao presidente Lázaro Cárdenas asilo político a Leon Trotsky, o que se concretiza no ano seguinte, sendo recebido na Casa Azul de Frida Kahlo. Em 1940, já divorciado de Kahlo e afastado do dissidente soviético, volta a casar-se com ela.
Em 1946 pintou uma das suas obras mais importantes Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda Central no Hotel do Prado. Integra com Orozco e Siqueiros a comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes.
Em 1950 ilustrou o livro Canto Geral de Pablo Neruda. Em 1952 realizou o mural A Universidade, a Família Mexicana, a Paz e a Juventude Esportista no Estádio Olímpico Universitário na Cidade do México.
Em 1953, Rivera cria uma obra-prima que se encontra no Teatro dos Insurgentes, Cidade do México. Tal obra tem um elevado significado pois cada imagem representa parte da história do México. O mural é feito de pequenos azulejos de vidro. A colocação esteve a cargo do mestre Luigi Scodeller.
Há uma cena em que aparece o popular comediante Cantinflas a receber dinheiro dos grupos abastadas da sociedade mexicana representada por capitalistas, militares, um clérigo e uma cortesã. Os pobres encontram-se do lado esquerdo representando os grupos exploradas. Atrás de todo o cenário vislumbra-se a antiga Basílica de Guadalupe.
Em Junho de 1954, morre Frida Kahlo e no ano seguinte casa-se com Emma Hurtado. Viaja para a União Soviética para uma intervenção cirúrgica. Falece em 24 de Novembro de 1957 em sua casa, actualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariamente à sua última vontade.

 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Diego Rivera (fotografia de Carl van Vechten, 1932)

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, foto de Carl Van Vechten
Detroit Industry, Mural Norte, 1932–33. Detroit Institute of Arts.
Mural  de Tlatelolco, Palacio Nacional, México

08 de Dezembro de 1792: Início da construção do Teatro Nacional de São Carlos

As obras de construção do Teatro Nacional de São Carlos tiveram início a 8 de dezembro de 1792, por iniciativa e proteção do Intendente Geral da Polícia, Diogo Inácio de Pina Manique, cujos esforços para a aceleração do processo burocrático que envolvia a fundação do novo espaço encurtaram substancialmente o tempo de construção do edifício. A obra foi encomendada ao arquiteto José da Costa e Silva.
Pretendia-se dotar a capital de um teatro lírico portador dum novo espírito, diferente do antigo teatro de corte, com entrada por convite, na medida em que quem pagava bilhete tinha automaticamente lugar assegurado.Este teatro, homenagem a D. Carlota Joaquina, foi construído em apenas sete meses, sendo solenemente inaugurado a 30 de junho de 1793, durante a governação de D. João VI, filho de D. Maria I.A nível planimétrico inspira-se no Teatro de S. Carlos de Nápoles, obra de Medrano datada de 1737 - destruído por um incêndio -, embora a fachada se baseie no Scalla de Milão, de Piermanini (discípulo de Vanvitelli), construído entre 1776 e 1778. Este erguia-se sobre um enbasamento em silharia de junta fendida e apresentava um corpo central, não muito saliente. Na fachada recorria à utilização de vários ressaltos para valorizar o corpo central. O ático de balaústres e urnas era coroado por frontão triangular.
O nosso teatro possui embasamento em silharia de junta fendida, mas o corpo central apresenta um avanço muito maior, de pórtico em ressalto para passagem das carruagens, formando uma varanda na parte superior, muito elegante, com grinaldas. O corpo superior a impressão de ter sido um acrescento posterior e é coroado por uma urna com as armas reais portuguesas. Este edifício, que possuía apenas a fachada principal trabalhada, sendo as restantes lisas, nem por isso deixa de plasmar um estilo que aqui adquire a maturidade.
No interior trabalharam artistas importantes, como Cyrillo Volkmar Machado (autor das pinturas do teto da entrada e do pano da boca, entretanto desaparecidos), Manuel da Costa (pintou o teto da sala, que também não subsistiu) ou Appiani, autor da tribuna real.
A sala possui cinco ordens de camarotes animados pelo brilho da talha dourada que, a par com as escadarias de largas proporções, os mármores da tribuna ou a decoração do Salão Nobre, concorrem para a criação duma atmosfera mais próxima do barroco. No andar térreo, junto às escadarias, situam-se o botequim e a bilheteira. Neste piso, a decoração é contida.O primeiro empresário do Real Teatro de S. Carlos foi o italiano Francesco Lodi e na ópera inaugural cantou-se "La Ballerina Amante", de Cimarosa.

Teatro de S. Carlos. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Theatro Real de São Carlos durante a primeira metade do século XIX
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Teatro Nacional de S. Carlos
Interior do Teatro

08 de Dezembro de 1720: D. João V funda a Real Academia da História Portuguesa

A Real Academia de História, criada por D. João V, por Decreto de 8 de Dezembro de 1720, surgiu na sequência da criação de Academias Régias na Europa, ao longo do século XVIII. Tinha como objectivo escrever a história de Portugal e conquistas. Os seus estatutos foram confirmados por decreto de 4 de Janeiro de 1721. Compunha-se de 50 sócios: 40 da Academia de Anónimos e das Conferências Discretas e 10 escolhidos pelo Rei. Foi inicialmente instalada no palácio dos Duques de Bragança, tendo sido dotada da prestação anual de 1.000$00 reis, pelo Decreto de 6 de Janeiro de 1721. Por da Carta régia de 11 de Janeiro e pelos Avisos de 16 e 18 de Março do mesmo ano, foi - lhe facilitado  acesso e a cópia de documentos de todos os cartórios e arquivos do reino. Cabia-lhe, também, tomar as medidas necessárias à conservação dos monumentos, sobre o que existe um Decreto, publicado em 14 de Agosto de 1721, proibindo a demolição de monumentos, estátuas e mármores, protegendo as medalhas e moedas antigas e atribuindo às Câmaras a incumbência de conservar e preservar as antiguidades já existentes e a descobrir. O Decreto de 29 de Abril de 1722 isentou a Academia de licença do Desembargo do Paço para a impressão de todas as obras de académicos, que só deviam ser submetidas ao exame dos quatro censores da Academia. O Alvará de 8 de Abril de 1724 determinou que os oficiais da reformação do Real Arquivo se ocupassem na elaboração de cópias para a Academia e, o de 19 de Outubro de 1725, autorizou que aqueles oficiais que houvessem sido despedidos pelo guarda-mor continuassem, durante mais um ano, a elaborar as referidas cópias. Tal situação foi, sucessivamente, prolongada por mais um ano pelos Alvarás de 2 de Outubro de 1726 e de 30 de Outubro de 1727. Graças ao apoio financeiro recebido, pôde contar com os oficiais necessários à montagem do instrumental para impressão de livros. Em 1727 saiu o primeiro volume da História da Academia. Para além da impressão de obras raras, publicou, anualmente, a Colecção de Documentos e Memórias, de 1721 a 1736, que disponibilizaram importante informação sobre os institutos religiosos. Procedeu, ainda, à publicação das obras dos seus sócios, entre as quais a História Genealógica da Casa Real Portuguesa, de D. António Caetano de Sousa, e as respectivas Provas (1735-1748); Memórias sobre D. Sebastião (1736-1751); Biblioteca Lusitana, de Diogo Barbosa Machado (1741-1759); Notícias Cronológicas da Universidade de Coimbra, de Francisco Leitão Ferreira (1729); Memórias para a História Eclesiástica do Arcebispado de Braga, de D. Jerónimo Contador de Argote (1732-1747). Deve-se à Academia a primeira tentativa de catalogação dos documentos portugueses do Arquivo de Simancas. As desavenças que desde o início dividiram os académicos juntamente com a criação da Academia Real das Ciências, em 1779, foram parcialmente responsáveis pelo seu declínio. Apesar de tudo, vários dos seus elementos mantiveram as reuniões no início do século XIX, até à partida da Corte para o Brasil.
Fontes: AATT 
wikipedia (imagens)
Gravura de Vieira Lusitano alusiva à criação da Academia Real de História Portuguesa.

 Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (1717-1728). Enquanto se construía a belíssima biblioteca , a Academia Real da História Portuguesa publicava valiosas obras sobre temas portugueses.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

07 de Dezembro de 1941: O Japão ataca a base naval norte-americana de Pearl Harbour, no Hawai. Os EUA entram na II Guerra Mundial.

Importante base naval e quartel-general da armada norte-americana do Pacífico desde 1887, situada na costa sul da Ilha Oahu, Hawai, 10 km a oeste de Honolulu.Entre 1898, altura em que os Estados Unidos anexaram as ilhas do Hawai, e 1911 registaram-se importantes trabalhos de melhoramento das condições portuárias, sendo construído um canal que possibilitou a utilização do porto por navios de grande calado.Na manhã de 7 de dezembro de 1941, submarinos japoneses e aviões de combate lançados de porta-aviões atacaram a frota americana do Pacífico estacionada em Pearl Harbor. Apesar de a base se encontrar defendida por sofisticados dispositivos antiaéreos, foi incapaz de se defender do ataque surpresa da aviação imperial japonesa. Também os aérodromos vizinhos foram alvo dos ataques da aviação nipónica. Dezoito navios, entre os quais oito vasos de guerra, foram afundados ou gravemente atingidos, cerca de 200 aviões americanos foram destruídos e aproximadamente 3 mil marinheiros, soldados ou pessoal militar, foram mortos ou feridos. O ataque causou profunda indignação, pois foi efetuado sem uma declaração prévia de guerra. Marcou a entrada do Japão na II Guerra Mundial ao lado da Alemanha e da Itália e a dos Estados Unidos ao lado das forças aliadas.Pouco depois desta ação, o presidente Franklin D. Roosevelt nomeou uma comissão de inquérito para esclarecer se a negligência dos comandos americanos contribuiu para o sucesso dos japoneses; o relatório da comissão foi particularmente severo para com os responsáveis militares; o contra-almirante Husband Kimmel e o general Walter Short foram considerados negligentes e culpados de "erros de julgamento". Estas conclusões foram polémicas e as investigações prosseguiram para de 1945. Em julho de 1946 foram retiradas as acusações de negligência e mantidas apenas as que indiciavam erros de julgamento; de qualquer modo, este ataque trouxe à evidência uma certa falta de comunicação entre os diferentes ramos das forças armadas norte-americanas e, seguindo as sugestões da última comissão de inquérito nomeada para estudar o caso, foram unificadas. Em Pearl Harbor, o USS Arizona National Memorial, erguido nos restos daquele navio, destruído durante o ataque, homenageia os americanos mortos naquele dia.
Pearl Harbor. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

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Fotografia tirada de um avião japonês ao início do ataque. A explosão no centro é o resultado de um ataque torpedeiro contra o USS Oklahoma

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USS Arizona em chamas após ser bombardeado pelos japoneses