sexta-feira, 24 de março de 2017

24 de Março de 1874: Nasce Harry Houdini, "O Grande Houdini", um dos ilusionistas mais famosos de todos os tempos

Mágico e ilusionista norte-americano, Harry Houdini nasceu a 24 de março de 1874, em Budapeste, na Hungria, e faleceu a 31 de outubro de 1926, em Detroit. 

Aos quatro anos, mudou-se com a família para os Estados Unidos da América. O seu nome de batismo era Erick Weisz, que em 1913 mudou legalmente para Harry Houdini.

Pertencendo a uma família pobre, Houdini, que vivia em Appleton, no Wisconsin, viu-se forçado a trabalhar desde criança, tendo sido perfurador de poços, fotógrafo, contorcionista, trapezista e ferreiro. Foi enquanto ferreiro, já a viver em Nova Iorque, que descobriu a sua vocação para o ilusionismo. O seu chefe pediu-lhe para abrir umas algemas de um polícia que perdera as chaves e Houdini usou um truque para o fazer que viria, posteriormente, a usar nos seus números. Decidiu então dedicar-se à carreira de mágico apostando em números onde se libertava de algemas, correntes, cadeados, escapava de caixas e de tanques fechados, às vezes colocados dentro de água.



Aos 17 anos, tornou-se mágico profissional e adotou o nome Houdini em homenagem ao ilusionista francês Jean Eugène Robert-Houdini. Dois anos mais tarde, conheceu Wilhelmina Rahner, com quem casou quase de imediato. A mulher de Houdini passou a ser a sua assistente em palco, situação que se manteve ao longo de toda a sua carreira.
Depois de inicialmente se ter dedicado a truques com cartas e a fazer desaparecer objetos e seres vivos, apostou em espetáculos onde, com as mãos atadas, escapava de caixas fechadas. Esta tornou-se a sua especialidade e, em 1900, fez a sua primeira digressão na Europa, onde acabou por ficar quatro anos. Regressou então à América, onde continuou a sua carreira de grande sucesso.

O seu número mais famoso foi criado em 1913 e tinha o nome de Câmara Chinesa de Tortura com Água. Houdini era colocado de cabeça para baixo, com as mãos atadas, numa caixa de vidro e aço que era cheia com água, conseguindo libertar-se sozinho. 

O ilusionista participou também como ator em filmes de Hollywood, alguns dos quais com argumento escrito por ele. Dedicou-se ainda, em colaboração com as autoridades, a desmascarar médiuns e espíritas graças aos seus conhecimentos de ilusionismo. 

Seis dias antes de morrer, Houdini foi socado no abdómen por um estudante que assistia a um dos seus espetáculos em Montreal, no Canadá. Após ter feito uma demonstração de resistência dentro de água sem respirar, um estudante invadiu o palco e deu-lhe dois socos, sem que Houdini tivesse preparado os músculos. O mágico ficou ferido no apêndice e acabou por falecer mais tarde num hospital de Detroit.
Fontes: Infopédia
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Houdini  cerca de 1900
The Houdini Serial, 1919 movie poster



 


24 de Março de 1905: Morre o romancista Júlio Verne, autor de "20 Mil Léguas Submarinas" e "Volta ao Mundo em 80 Dias".

Escritor francês, criador do romance de antecipação científica, Jules Verne nasceu a 8 de Fevereiro de 1828, na cidade portuária de Nantes. Filho de um advogado proeminente, acompanhou o pai na sua mudança para Paris em busca de uma melhor clientela.
estudou, dividindo o seu tempo entre o curso de Direito e tertúlias literárias, às quais fora apresentado pelo seu tio. Conheceu personalidades importantes da literatura francesa sua contemporânea, como Victor Hugo e Alexandre Dumas Filho, e não tardou ele próprio a escrever sob a sua orientação.
Estreou a sua primeira peça de teatro em Paris, aos vinte e dois anos de idade e, um ano depois, em 1851, o seu primeiro conto de ficção científica, Un Voyage En Ballon. Ainda incapaz de viver exclusivamente da escrita, Verne fez-se valer do seu diploma em Direito, encontrando o seu sustento como operador financeiro. A situação mudou no entanto em 1862, quando o escritor conheceu Jules Hetzel, editor e também autor de livros infanto-juvenis que demonstrou interesse em publicar a sua série "Voyages Extraordinaires". O episódio Cinq Semaines En Ballon (1863) garantiu a Júlio Verne a popularidade necessária ao seu estabelecimento como escritor a tempo inteiro e inspirou mais tarde, em 1872, a sua famosa obra La Tour du monde en quatre-vingt jours (A Volta ao Mundo em 80 dias).
Procedendo a uma investigação metódica e rigorosa, Verne começou a escrever romances, geralmente de ficção científica, bastante convincentes e realistas. Em Le Voyage Au Centre De La Terre (1864, Viagem ao Centro da Terra), descrevia uma expedição científica ao núcleo terrestre, antecipando um sonho de muitos investigadores. O mesmo aconteceu com De La Terre À La Lune (1865, Da Terra à Lua), romance que encontraria uma continuação em Autour De La Lune (1870, À Volta da Lua) e em que Verne prefigurava em mais de cem anos a primeira expedição lunar.
O carácter visionário da obra de Júlio Verne pode também ser notado em obras como L'Île Mystérieuse (1874, A Ilha Misteriosa) e Vingt Mille Lieus Sous Les Mers (1869-70, Vinte Mil Léguas Submarinas), romance em que o carismático Capitão Nemo profetizava a pirataria submarina alemã da Segunda Guerra Mundial. Outra das suas previsões foi a invenção da televisão.
Em 1867 visitou os Estados Unidos da América, viajando depois pelo Mediterrâneo. Em 1871 instalou-se em Amiens onde, em 1886 sobreviveu a uma tentativa de assassinato pela mão do seu sobrinho. Atingido numa perna, ficou coxo para o resto da sua vida. Faleceu a 24 de Março de 1905.
As obras de Júlio Verne foram mais tarde adaptadas por Walt Disney.
Júlio Verne. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Jules Verne fotografado por Felix Nadar
File:Hetzel front cover.jpg


Capa das edições Hetzel para a obra Aventures du Capitaine Hatteras au pôle nord


24 de Março de 1882: Robert Koch descobre o bacilo da tuberculose

No dia 24 de Março de 1882, o médico e microbiologista alemão Robert Koch anuncia ao Instituto de Fisiologia de Berlim uma descoberta que, anos depois, mudaria os rumos da história da ciência: o bacilo da tuberculose. Tratava-se de uma experiência científica capaz de demonstrar o carácter contagioso daquilo que então se considerava o “mal do século”.

“Em função das minhas inúmeras observações, considero provado que em todos os casos de tuberculose, em pessoas e animais, são encontrados o que chamei de bacilo da tuberculose. Um microorganismo que, por meio das suas características peculiares, diferencia-se de todas as outras bactérias conhecidas”, anunciava Koch, durante uma palestra no Instituo de Fisiologia de Berlim.


Por meio do telégrafo, a notícia percorreu o mundo.  A imprensa anunciava que a causa da tuberculose fora descoberta por um médico chamado Robert Koch. Foi necessário, porém, esperar até 18 de Julho de 1921 – 39 anos após o anúncio de Koch – para ver a tuberculose recuar verdadeiramente com o fabrico da vacina BCG – vacina do Bacilo de Calmette e Guérin.

Foi Koch, na época com 38 anos, que baptizou o causador da tuberculose como “bacilo da tuberculose”. Na época, além do facto de ser maligna e infecciosa, não se sabia muito mais sobre a doença, também conhecida como tísica pulmonar, capaz de matar um paciente em poucas semanas. Outros sofriam durante anos antes de falecer.

Trabalhando com técnicas de coloração, Koch procurava tornar visível o que ninguém havia conseguido até então. Inicialmente encontrou bacilos finos em forma de bastão com sinuosidades e, finalmente, descobriu que aquela cultura, criada fora dos hospedeiros, era a responsável pela tuberculose.

Em viagem ao Egipto e à Índia, nos anos seguintes, o médico descobriu também o Vibrio cholerae, agente da cólera. Em 1885, fundou a cátedra de higiene na Universidade de Berlim e, entre 1891 e 1904, foi director do Instituto Real Prussiano para Doenças Infecciosas, designado actualmente de Robert Koch Institut. Na década de 1890, organizou uma expedição a vários países para estudar a transmissão da malária. Pesquisou várias outras doenças que acometem o homem e os animais, entre elas a hanseníase, a peste bovina, a peste bubónica e a doença do sono.

Cinco anos após ter recebido o Prémio Nobel de Medicina, morre em Baden-Baden, no dia 27 de Maio de 1910.
Fontes: Opera Mundi
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Robert Koch (terceiro, da direita para a esquerda) na expedição médica alemã ao Egipto, para estudar a epidemia de cólera (1884)



Ficheiro:Robert Koch (Deutsche Cholera-Expedition in Ägypten 1884).jpg
Robert Koch em 1900
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24 de Março de 1603: Morre a rainha Isabel I de Inglaterra

Em 24 de Março de 1603, morre aos 69 anos de idade a  rainha Isabel I de Inglaterra. Após um reinado de mais de quatro décadas, ela seria sucedida no trono por Jaime VI da Escócia, que unifica o país com a Escócia sob uma única monarquia.
Isabel chegou ao trono em 1559 com a morte da sua meia-irmã, a rainha Maria Tudor, alcunhada de “A Sanguinária”. As duas meias-irmãs, ambas filhas de Henrique VIII, mantiveram um tempestuoso relacionamento durante os cinco anos de reinado de Maria.
Maria havia sido educada como católica, e promulgou leis em prol da restauração da supremacia papal na Inglaterra. Essa postura real fez eclodir uma rebelião protestante, que a levou a decretar a prisão de Isabel, uma protestante, sob a suspeita de cumplicidade com as manifestações.
Após a morte de Maria, Isabel sobreviveu a diversas conspirações católicas e tem a sua ascensão saudada por grande parte dos lordes ingleses, na sua maioria reformistas que aguardavam um clima de maior tolerância religiosa.
Sob orientação inicial do secretário de Estado, Sir William Cecil, Isabel revogou a legislação pró-católica de Maria e estabeleceu uma Igreja Protestante de rito anglicano. Tornou-se chefe exclusiva da Igreja da Inglaterra e encorajou reformas calvinistas na Escócia.
Nas relações exteriores, Isabel praticou uma política de estreitamento dos laços com aliados protestantes da Inglaterra, tentando dividir os seus inimigos.
Tinha a oposição do papa, que se recusava a reconhecer a sua legitimidade, e da Espanha, uma nação católica que vivia o auge de seu poderio à época. Em 1588, a rivalidade entre os dois levou a uma fracassada invasão da Espanha sobre a Inglaterra, na qual a “Invencível Armada” espanhola, a maior força naval do mundo à época, foi destruída pelas tormentas e pela marinha inglesa.
Com o crescente domínio inglês dos mares, Isabel encorajou viagens de descobertas, como a circunavegação de Francis Drake ao redor do mundo e as expedições de Walter Raleigh à costa da América do Norte. Erigiu o poderio comercial do país, tendo Londres ultrapassado as rivais Amsterdão e Antuérpia pelo seu dinamismo mercantil.
O longo reinado de Isabel, que se tornou conhecida como a “Rainha Virgem”, celibatária que era, coincidiu com o florescimento da Renascença Inglesa, associado ao surgimento de renomados mestres como William Shakespeare.
Por ocasião da sua morte, no começo do século XVII, a Inglaterra já se havia tornado a potência hegemónica mundial em muitos aspectos.
Fontes: Opera Mundi
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Ficheiro:Elizabeth I of England - coronation portrait.jpg
Retrato da coroação de Isabel I -Autor desconhecido

Isabel I, The Armada Portrait, retrato comemorativo da derrota da Armada espanhola  - George GowerFile:Elizabeth I (Armada Portrait).jpg
File:Funeral Elisabeth.jpg

O cortejo fúnebre de Isabel I

quinta-feira, 23 de março de 2017

117.º aniversário do nascimento do arquitecto Hassan Fathy

Hassan Fathy nasceu em Alexandria no dia 23 de Março de 1900, no seio de uma família abastada e ligada às artes e ciências. Licenciou-se em Engenharia e Arquitectura e mais tarde foi professor da Faculdade Belas Artes da Universidade do Cairo e Director do departamento de Arquitectura.
Foi um dos mais importantes arquitectos da sua geração e ao longo da sua vida construiu uma obra extensa que inclui palácios, moradias, teatros, escolas e edifícios públicos, planeamento e desenho de cidades e vilas.
Com a publicação do livro, "Construire avec le peuple", em 1970, Fathy ganhou notoriedade internacional e foi convidado para palestras por todo o Mundo e mais tarde seria agraciado com diversos prémios, incluindo o primeiro Aga Khan Award em 1981 e a medalha de ouro da UIA em 1884. Hassan Fathy faleceu na cidade do Cairo em 1989.
No livro, Fathy descreve em detalhe a sua experiência no planeamento e construção da cidade de Nova Gourna, utilizando tijolos de adobe, produzidos nas margens do Nilo e retomando tecnologias e elementos da tradição arquitectónica egípcia, como os pátios fechados e as coberturas em abóbada e cúpula sem utilização de cimbre.
Embora Nova Gourna tenha ficado incompleta, devido a burocracias e sabotagens, a obra de Hassan Fathy permanece com uma imagem de ética e intervenção social e a sua força reside no facto de entender a utilização do material terra nas suas formas e elementos especializados de técnica como um factor de dignidade humana.
 
wikipédia
 Homenagem Google a Hassan Fathy
 
117º Aniversário de Hassan FathyImagem relacionada

23 de Março de 1869: Nasce, Calouste Gulbenkian, mecenas e coleccionador de arte

Calouste Gulbenkian nasceu em Scutari, Istambul, a 23 de Março de 1869, filho de Sarkis e Dirouhie Gulbenkian, membros de uma ilustre família arménia cujas origens remontam ao século IV. 
Calouste Gulbenkian começou os seus estudos em Kadikoy (Calcedónia), primeiro na escola Aramyan-Uncuyan, depois na escola francesa de St. Joseph. Esteve em Marselha, a aprofundar os conhecimentos de francês. Foi no King's College de Londres, que se diplomou, com distinção, em engenharia (1887). 
Aos 22 anos, Calouste Gulbenkian viajou pela Transcaucásia e visitou os campos petrolíferos de Baku. Corria o ano de 1891. A jornada inspirou a escrita de um livro - «La Transcaucasie et la Péninsule d'Apchéron - Souvenirs de Voyage» - do qual alguns capítulos foram reproduzidos na «Revue des Deux Mondes» com o título «Le pétrole, source d' énergie». Detentor de uma fortuna colossal, o bem sucedido homem de negócios tornara-se num dos mais notáveis coleccionadores de arte do século XX.
A paixão de Calouste Gulbenkian pela arte revela-se cedo. É acima de tudo a beleza dos objectos que lhe interessa. Junta ao longo da vida, ao sabor das viagens e conduzido pelo seu gosto pessoal, por vezes após longas e laboriosas negociações com os melhores peritos e comerciantes especializados, uma colecção muito eclética, única no mundo. São hoje mais de 6000 peças, desde a Antiguidade até ao princípio do sec. XX. O seu apego às obras que vai adquirindo é tal que as considera suas filhas. 
 Em busca de tranquilidade, chegou a Lisboa em Abril de 1942, tendo passado os últimos treze anos da sua vida no Hotel Aviz, onde viria a morrer a 20 de Julho de 1955. 
Reconhecido pela boa hospitalidade “que nunca havia sentido em mais lado nenhum”, presenteou, entre 1949 e 1952, o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa com um importante núcleo de azulejos oriundos do Médio Oriente, uma escultura egípcia do período ptolomaico, um torso grego do século V a.C., bem como um notável conjunto de arte europeia com obras de Lucas Cranach, o Velho, Van Dyck, Largillière, Hubert Robert, Reynolds, Hoppner, Dupré, Courbet e Rodin.
Fontes:www.gulbenkian.pt/
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23 de Março de 1935: Morre a escritora e jornalista portuguesa Ana de Castro Osório, autora de "As Mulheres Portuguesas", fundadora da Liga Republicana das Mulheres e do Grupo de Estudos Feministas.

Filha única de João Baptista de Castro e Mariana Osório de Castro Cabral de Albuquerque, Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde, a 18 de Junho de 1872. Até aos 23 anos viveu em Setúbal, tendo publicado as suas primeiras crónicas no jornal semanal A Mala da Europa.
Foi ainda na cidade sadina que começou a compilar contos populares portugueses, a partir de narrativas orais que lhe tinham sido transmitidas por um pastor e uma velha rendeira da sua terra natal. Estes escritos foram primeiro publicados em folhetim, entre 1897 e 1935, sob o título "Para as Crianças". Dado o sucesso que alcançaram, foram mais tarde editados numa colecção de 18 volumes.
Em 1898, casou com Francisco Paulino Gomes de Oliveira, poeta e tribuno republicano. Anos antes, tinha recusado veementemente o pedido de casamento de Camilo Pessanha, de quem foi o grande amor. Contudo, a amizade manteve-se até à morte do poeta, em 1926.
Influenciada pelo marido, Ana de Castro Osório começou a dedicar-se às causas sociais e políticas, nomeadamente as que dizem respeito à protecção da criança e à condição da mulher. Em 1905, publicou "Às Mulheres Portuguesas", aquele que é considerado o primeiro manifesto feminista editado em Portugal.
Dois anos mais tarde, foi iniciada na Maçonaria, passando a militar na Loja Humanidade, e cria o Grupo Português de Estudos Feministas, a primeira associação feminista em Portugal. Antes de partir com o marido para o Brasil, em 1911, fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1908) e a Associação de Propaganda Feminista (1911).
A criação desta agremiação resultou de uma cisão entre o grupo apoiante de Ana de Castro Osório, que defendia que os esforços se deviam concentrar na defesa do direito ao voto, e o de Maria Veleda, que considerava ser mais importante a luta pela independência económica.
Ainda em 1911, publicou "A Mulher no Casamento e no Divórcio", tendo colaborado com Afonso Costa, ministro da Justiça, na elaboração da Lei do Divórcio. Três anos mais tarde, após a morte do marido por tuberculose, a escritora regressou a Portugal e fixou residência em Lisboa. Morreu em Setúbal em 1935.
Fonte: JN
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